Foi na Revolução Industrial que foram aumentando os casos de problemas de saúde relacionados com as atividades no trabalho

* Por Priscila Dias

Os riscos nas atividades de trabalho cresceram com a utilização das máquinas a vapor, tendo como consequência a produção em larga escala e o aumento da jornada de trabalho que chegava até 16 horas. Consequentemente os lucros aumentaram e cada vez mais vários empresários passaram a investir em indústrias em todo o mundo. Como é de se imaginar, as indústrias possuíam condições de trabalhos péssimas e eram localizadas em ambientes impróprios. Além disso, a utilização de mão de obra infantil e de mulheres era comum. O resultado desse cenário foi o enorme número de doenças, acidentes de trabalho, mutilações e mortes. Com isso, foram surgindo os primeiros movimentos operários contra as péssimas condições de trabalho. Os trabalhadores se organizaram em sindicatos para defenderem seus interesses.

No Brasil, a evolução da segurança do trabalho aconteceu mais tarde do que na Europa, uma vez que o processo de industrialização no país começou após 1930. O país passava por um momento de desenvolvimento, mudando a economia de agrária para industrial. Nessa época, o então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, iniciou o processo de direitos trabalhistas individuais e coletivos com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943.

A partir daí, algumas mudanças ocorreram, como a criação da Lei 8213, que regulamentou os planos de benefícios da Previdência Social, incluindo os benefícios dos Trabalhadores vítimas de Acidentes do Trabalho.

Segurança do trabalho atualmente

Alguns procedimentos que antes eram adotados para atendimento de meras formalidades legais, agora passaram a fazer parte da gestão das empresas. Algumas medidas com o objetivo de contribuir com as atividades laborais nos mais diversos ambientes de forma segura, como:

O trabalho passou a ser fator fundamental na prática das atividades, bem como as medidas de gratificação que promovem a qualificação profissional e crescimento como cidadão. 

Priorização nas questões de ergonomia aplicadas na legislação de SST, sendo evidenciada na adaptação e ajuste de máquinas, equipamentos e mobiliário, mudança dos processos produtivos, jornadas de trabalho e intervalos. 

O novo conceito de saúde foi consolidado, não relacionado apenas à inexistência das doenças e sim enfatizando a plena saúde física, mental e social. Os trabalhadores passam a ter acesso às informações relativas à segurança e à saúde no ambiente de trabalho, bem como a garantia de participação nos processos de elaboração das normas por meio de representantes. Os fatores e agentes de risco no ambiente de trabalho não são mais considerados problemas isolados e passam a ter uma importância geral. 

A jornada de trabalho excessiva, as condições ambientais e processos passam a ter relação direta com a geração e o agravo das doenças ocupacionais, medidas coletivas de controle em detrimento das medidas de proteção individual, limitação do tempo de exposição do trabalhador a atividades insalubres, redução da carga horária de trabalho são algumas medidas que foram tomadas para um melhor rendimento do trabalhador.

*Estagiária Agência AB.