De acordo com o levantamento da Transparência Internacional – Brasil, o Brasil desceu duas posições no ranking de corrupção em 2021, de 94° para 96°, de 180 países.
Quanto maior a posição no ranking, mais corrupto o país é considerado.
No primeiro ano de governo Bolsonaro, 2019, o Brasil chegou ao seu pior patamar: a posição 106.
Curioso que um dos lemas principais do governo é o próprio combate à corrupção no país.
Este levantamento leva em consideração ações dos três poderes que contribuíram para o país chegar a essa posição.
Segundo a Transparência Internacional – Brasil, alguns acontecimentos são tomados como argumentos para analisar o aumento da corrupção no país, durante o ano de 2021. São eles:
1- Orçamento Secreto, envolvendo bilhões de reais sem transparência e mecanismos regulares de controle;
2- Corrupção no Ministério da Saúde, dentro do contexto da COVID-19;
3- Captura Política da PF e grave ingerência sobre órgãos como Receita Federal, COAF e Abin;
4- Ataques do Bolsonaro diretamente contra os instituições eleitorais;
5- Anulação de Sentenças Judiciais, provocando inseguranças jurídicas;
6- Retração acentuada da transparência, relacionado ao processo legislativo na Câmara dos Deputados;
7- Reforma da Lei de Improbidade Administrativa, que ampliou os riscos de impunidade;
8- Alinhamento sistemático da PGR com o atual governo, com retração sem precedentes na função de controle constitucional dos atos do governo;
9- Desmonte das políticas públicas e do sistema de governança ambiental;
10- Retrocesso na transparência e acesso à informação pública, e disseminação de Fake News.
Não dá para romantizar o bordão “jeitinho brasileiro”, que está mais voltado à corrupção que qualquer outra coisa. A grande maioria das recomendações da Transparência Internacional – Brasil para o governo estão relacionadas à ações democráticas, visto que Bolsonaro esqueceu a democracia em casa quando se elegeu presidente.


