Em Assembleia realizada ontem no auditório da Associação Comercial de São Gonçalo (Acesg), no Centro, a Guarda Municipal resolveu aprofundar o movimento reivindicatório e entrar em greve a partir de segunda-feira, 11 de julho, com apoio logístico e estratégico do Sindspef.

As principais reivindicações da categoria são a conclusão dos planos de Cargos e Hierárquico, pagamento integral de 100% do Adicional da Guarda Municipal (ADGM), fim do sucateamento de viaturas e fornecimento de material de trabalho adequado, incluindo fardamento.

Após 9 dias de paralisação em outubro do ano passado, a prefeitura resolveu atender algumas reivindicações mas muito pouco foi feito, por isso a decisão de ontem de iniciar uma nova greve tomada por 74% dos guardas municipais presentes à assembleia.

O movimento da Guarda irá cumprir os 30% de efetivo exigidos por lei durante a greve, preferencialmente nas unidades de saúde do município.

– O tempo do medo acabou. Tem que botar a cara a tapa. Eu não vou mais admitir andar igual a um mendigo todo esfarrapado na rua por falta de fardamento decente – disse o GM Marcio Mattos.

Os guardas municipais, junto a servidores de outras secretarias, ainda não receberam o salário de junho.

– A decisão de hoje foi soberana e reflete o estado de espírito de toda a Tropa. Hoje quem mantém a Guarda viva e funcionando são os próprios guardas, seja comprando fardamento, gasolina para as viaturas e até bateria para as motos. Chegou a uma situação de calamidade tão profunda que a categoria não viu outra saída senão optar pela greve – disse Rosangela Coelho, presidente do Sindspef e membro da Comissão de Negociação da categoria.