Todos os brasileiros acompanharam com um misto de surpresa e perplexidade a votação do impeachment da presidenta Dilma no dia 17 de abril. Deputados e deputadas se revezavam ao microfone justificando o ‘Sim’ em homenagem a Deus, à família, ao neto que ia nascer e até à família quadrangular. Porém raríssimos se detivaram à peça central da acusação de crime de responsabilidade, as ‘pedaladas fiscais’, comum em 9 entre 10 governantes. Ou seja, a destituição da presidenta teve causas políticas e não criminais, como exige a Constituição para uma eventual cassação de um presidente, governador ou prefeito.

Essa tese defendida pelos mais renomados juristas, advogados, forças políticas e sociais brasileiros foi abraçada pela imprensa internacional deixando o pais numa saia justa e fragilizado perante o mundo, corroendo o respeito que o Brasil a duras penas conquistou ao longo de três décadas após a redemocratização que interrompeu 21 anos de ditadura e supressão do estado democrático de direito.

Diferentemente da imprensa brasileira, acusada inclusive de conspiração contra a democracia, a imprensa estrangeira não hesita em dar o nome correto para o que ocorreu no dia 17 de abril: GOLPE!