Ainda não acabou, mas o pior já passou. Antes de fazer uma análise do movimento por pagamentos em dia dos salários, afirmo que enquanto houver restos a pagar – e aí me refiro ao parcelamento do salário de dezembro – iremos pressionar insistentemente à Prefeitura para que quite imediatamente os valores devidos. É uma afronta com os servidores. Nós não temos culpa do descalabro da administração passada e qualquer outra. Não aceitamos.

Foram meses verdadeiramente difíceis. Nós do Sindspef-SG, ficamos praticamente o ano todo de 2016 alertas e de vigília porque detectamos ainda em abril o que viria pela frente. E, infelizmente, aconteceu.

Uma entidade sindical se faz apenas com a mobilização dos trabalhadores. Sem os trabalhadores, é uma instituição morta. Aqui no Município os servidores ouviram o nosso chamamento e por causa disso pudemos nos organizar e nos preparar a tempo para a guerra que involuntariamente nos colocaram a partir de outubro do ano passado.

Foram diversas assembleias, às vezes 3 ou 4 por mês, às vezes encontros diários com a categoria, como ocorreu com a Greve da Guarda e no período crítico quando a falta de pagamento já era uma cruel realidade. Essa proximidade física em períodos de forte estresse e pressão permanente contra nós, servidoras e servidores, foi pedagógico para o aprendizado de luta que com certeza iremos usar daqui para frente. Em outras palavras, essa experiência nos tornou mais unidos e fortes.

Em momentos assim, o nível de ansiedade e angústia sobem a proporções que podem se tornar incontornáveis, mas tivemos sabedoria para percorrer o caminho tortuoso com o que tínhamos de melhor, que é a solidariedade de um com o outro. E foi a solidariedade e a empatia que nos mantiveram na unidade dando real significado a expressão “Juntos Somos Fortes”.

Desistir é a condição dos fracos, conquistar a vitória é fruto dos fortes. Marcos de Camargo

Rosangela Coelho é presidente do Sindspef-SG